Cerque-se do que te faz bem

Todos nós somos influenciados pelo meio em que vivemos. Por mais que nos esforcemos para ficarmos bem e nos sentirmos felizes, sabemos que boa parte do nosso humor é determinada pelos estímulos que recebemos do mundo externo. Daí vem a importância de sermos criteriosos na escolha dos conteúdos que consumiremos, das pessoas que manteremos ao nosso lado e das atitudes que reforçaremos.

Sabemos que não é possível controlar tudo, que somos obrigados a conviver com certas pessoas e a frequentar certos ambientes, mas sabemos também que, em maior ou menor medida, todos temos certa parcela de liberdade; quando escolhemos não utilizá-la, aceitamos o papel de vítima e muitas vezes usamos essas situações para justificar a nossa infelicidade. Quem realmente deseja se tornar uma pessoa melhor e ser mais feliz deve assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Noticiários

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Convenhamos: qual o percentual de notícias boas apresentadas nos noticiários? Baixíssimo. Assistir a noticiários nos faz sentirmos bem ou mal? Mal. E por que continuamos assistindo? Falta de opção certamente não é, pois temos acesso fácil a várias fontes de informação na palma da mão. Talvez seja o hábito, talvez estejamos acomodados porque assistimos a noticiários desde pequenos.

O fato é que os noticiários não trazem nada de bom. Se desejarmos saber mais sobre determinado assunto, podemos pesquisar na internet; se quisermos a previsão do tempo, mesma coisa. Portanto, é fácil perceber que hoje em dia é completamente desnecessário e prejudicial ligar a televisão em programas que nos sobrecarregam de notícias ruins. Desse ponto de vista, só assiste a noticiários quem, tendo consciência ou não, quer se sentir mal.

Como dissemos antes, é muita ingenuidade acreditar que seremos capazes de assistir aos casos de maior podridão da humanidade e desgraças de todo tipo sem que sejamos influenciados negativamente por isso. E quando nos sentimos mal perdemos a autoestima, a esperança e a força necessárias para fazer diferente, para nos esforçarmos em melhorar quem somos e o mundo à nossa volta. Nesse cenário, quem ganha é o mercado, que tem cada vez mais pessoas frustradas e infelizes para se curvarem às suas vontades.

Pessoas

closeup photography of woman eye

Como seria bom se todas as pessoas se esforçassem para se aprimorar e dar o melhor de si aos outros, não é mesmo? Imagine um mundo em que todo indivíduo gasta seu tempo em busca de crescimento para servir melhor ao meio em que vive. É uma pena que o mundo não seja assim. Convivemos com muita gente venenosa, que não olha para si mas vive julgando as ações alheias. Com comentários maldosos, olhares desaprovadores e opiniões dadas fora de hora essas pessoas nos deixam mal e são capazes de estragar nosso humor e até a percepção sobre nossa vida.

Infelizmente somos obrigados a conviver com pessoas com quem, em outras situações, não nos relacionaríamos. Entretanto, em alguma escala podemos – e devemos – selecionar o quanto dividiremos de nossa vida – e isso vai de encontro com a ideia de ostentação. Ao ostentarmos qualquer aspecto de nossa vida, chamamos para nós a atenção de pessoas boas que querem nosso bem, mas também das ruins, o que pode nos trazer muitos problemas. Quando vivemos com discrição, pelo contrário, mantemos as pessoas fora da nossa vida e deixamos entrar apenas quem nos interessa e em quem confiamos.

Talvez tenhamos que conviver com muita gente ruim, mas não somos obrigados a nos abrir para essas pessoas ou a ter qualquer tipo de intimidade. Sejamos seletivos na decisão de quem adentrará em nossa vida, pois muitos podem conviver conosco, mas poucos merecem nos conhecer verdadeiramente.

Conteúdo digital

macbook pro on desk

Nem só de relações travadas pessoalmente nós vivemos hoje. As redes sociais e a internet de forma geral nos entregam conteúdo o tempo todo e é preciso que usemos todas as ferramentas ao nosso dispor para filtrar o que nos será entregue. Cada site que acompanhamos, publicação que curtimos e foto que compartilhamos são entendidos pelos algoritmos da internet como relevantes e, assim, ganham mais visibilidade.

Por isso, antes de curtir, compartilhar ou seguir qualquer conteúdo digital que valorize o ódio, a intolerância ou qualquer outro sentimento ruim, lembre-se de que o mundo estará cada vez mais repleto dessas coisas conforme as pessoas as consumam. Dê atenção a quem produz conteúdo de qualidade, a quem tem o objetivo real de ajudar as pessoas, e não de fazê-las sentirem-se pior.

Deixe de seguir as pessoas que compartilham ódio no Facebook, denuncie as imagens que trazem qualquer tipo de abuso e siga quem te faz sentir-se bem, porque conforme a busca por esse tipo de coisa aumenta, mais conteúdo do bem é produzido. Compartilhe ideias que podem ajudar quem está ao seu lado e assim construiremos um mundo virtual mais harmonioso e feliz, o que certamente influenciará no mundo real e em nossa vida.

Atitudes

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Quantas vezes temos vontade de fazer – ou às vezes até fazemos – alguma fofoca para nos enturmar? Ou nos unimos ao coro de julgamento para mostrarmos que fazemos parte daquele grupo? Atitudes como essas fazem parte da nossa natureza, mas podem fazer cada vez menos parte de nós.

Sabemos que certas ações são más, desrespeitosas e podem ofender alguém; portanto, nos esforcemos para evitá-las. Procuremos respeitar as filas, devolver o troco errado e consertar os erros que cometemos. Sempre que tivermos vontade de dar nossa opinião sem que esta tenha sido requerida, tenhamos força para nos frear e não nos intrometermos na vida alheia.

Em outras palavras, pratiquemos o autocontrole para causar o mínimo de prejuízo ao mundo. Nossas ações, bem como nossas palavras, podem causar um dano muito maior do que imaginamos em quem está ao nosso lado; portanto, cuidemos para que nossas ações sejam sempre as melhores possíveis.

Ou seja…

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Todos nós fazemos parte da mesma sociedade e precisamos nos esforçar para espalhar o bem. Para isso precisamos estar em contato com coisas boas, o que não vai acontecer se não nos esforçarmos. É preciso que tenhamos consciência sobre o conteúdo que consumimos, as pessoas que deixamos influenciar nossa vida e as atitudes que perpetuamos.

Cabe a cada um decidir o que de fato entra em sua vida e o que sai, porque ambas as situações influenciam todo o mundo à sua volta. Por isso, nos esforcemos ao máximo para que sejamos os veículos da alegria, da harmonia e do amor, e veremos esses sentimentos cada vez mais presentes no mundo.

2 comentários sobre “Cerque-se do que te faz bem

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